Publicado em CONFESSIONÁRIO

O brilho eterno de estrelas mortas

Adoro quando alguns filmes me deixam pensativa, quando o fim da tela não é suficiente para o meu cérebro. Gosto de ter essa sensação de pequenez, na qual se descobre que o mundo é muito maior e mais misterioso do que nossos olhos se acostumaram a ver.

Sempre fui muito questionadora e às vezes muito cética em relação a crenças e superstições, e muitas vezes racional demais, sempre analisando os fatos, as situações, querendo saber de tudo. E como todo mundo a temer a morte, a pensar nela como um monstro devorador de vidas. E outras vezes a procurar o sentido de tudo, qual a razão de estarmos vivos? O porquê de vivermos se no fim todos morreremos? Pode parecer uma constatação pessimista, mas não é!

Depois de tantas “viagens” percebemos que não precisamos entender a razão de tudo, não precisamos da certeza dos Deuses para acreditar neles. O melhor da vida está nos seus mistérios infinitos, nas perguntas sem respostas e nos pequenos, mas mágicos detalhes que nos perseguem.

É como o cintilar eterno das estrelas que nos enchem de brilho mesmo depois de mortas a milhares de anos-luz.

 

A morte de uma estrela
Supernova Kepler