Publicado em COLABORADORES

Nos teus olhos se escondem meus mistérios…

Precisamos falar dos devaneios de Kevin. Inaugurando a seção de colaboradores, ele que pintou os cabelos de roxo e agora as cores contaminaram a sua alma…

“Eu aqui… exausto de promessas vazias, vou caçar meu recanto e procurar por cores e vida. Procurar ao meu redor, tirar o véu que me cega e não me deixa apreciar o maior dom que possuo: A vida.

Vejo cinza no céu, nas casas, sentimentos nem claros nem escuros.

Percebo o azul= me parece uma paz. Vejo uma criança a dormir.

Sinto o verde e o percebo brilhar = me parece que é a essência da vida, bela e pulsante.

Tantas cores, tantas emoções, há algo estranho mas não me parece ter cor.

Algo que não brilha… Seria o preto?… não … não … não.

O preto me parece ter vida ou pelo menos ainda vibra dentro de minha alma.

Então, percebo que neste mundo de cores o vermelho paixão me parece estar em falta…

Uma descoberta simples…

Libertadora e acolhedora, como em algumas doenças, não estão no excesso, mas eu que não enxergava o que faltava…

 

Kevin Marques é estudante de educação física na UFPI, e é apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, que ama além da conta.

 

 

 

Publicado em FILOSOFANDO

Ser enquanto vamos sendo….

Adoro observar as pessoas quando fico em estado de espera (é mais fácil estar atrasada, mas…), fico imaginado como elas pensam, quais os seus sonhos, o que elas esperam da vida. Gosto de observar seus gestos, como conversam e isso sempre me distrai, me tiram da agonia da espera. Sempre fui só, não por falta de amigos ou por não gostar de estar com eles, é que sempre tive uma conversa infinita na mente e acabava tragada nos meus próprios pensamentos.
Agora que me percebi viva nesse mundo enorme, tento interagir mais e não apenas observar, nem me fechar para os amigos, agora tô falante, converso com desconhecidos, em bancos, paradas de ônibus, filas e em qualquer lugar burocrático onde a espera interminável reina. Gosto desse contato com outros mundos, outras cabeças, com velhinhas gentis com um cotidiano manso…
Passei anos sem dizer o que realmente sentia, com medo de ser, medo da não aceitação dos outros, mas vi que tudo isso era por causa de um detalhe que eu não queria ver, eu não me aceitava, nem tinha coragem de aceitar minha estranheza, minhas loucuras do jeito que são, seguia tentando me encaixar nessa bagunça, vivia com discursos soltos sem prática. Depois de tanta tempestade na minha cabeça, agora não me calo com minhas opiniões, exponho, às vezes mudo de ideia, às vezes não mudo, estou reduzido o discurso e me preocupando com a prática, sem pressa, com uma coisa de cada vez, entendo que cada um tem seu ponto de vista, tem uma opinião e que não há nada certo nesse mundo. E cada um no caminho que acredita, que seja melhor para si. Defendo o que acredito com fervor, não para obrigar ninguém a seguir, nem atacar, mas reafirmar para mim, que a minha vida tem que ser resultado daquilo que eu acredito e de vez em quando temos o direito de mudar, e as opiniões podem não ter a mesma certeza, que estamos evoluindo e mudando os pontos de vista
E reconhecer o seu EU e respeitar a sua essência é se permitir a mudança que a vida traz e abraçar sem medo.