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Ilusões perdidas*

Texto escrito em (25 de fevereiro de 2013 às 08:22:14) (Tirando a poeira dos rascunhos engavetados)

Agradeço-te por me fazer despertar, por eu querer destacar o meu melhor, por eu encontrar o que eu realmente quero para a minha vida. Reencontrei meu eu, redescobri o que eu gosto, pode ser que você nada tem a ver com isso, eu é que achei que fosse, mas agora acabou.

Eu sei que insisti demais, falei demais e agora tudo acabou e foi bom, foi bom passar por tudo isso. Eu sei que foi ilusão minha, sei que foram fantasias, é difícil admitir isso sem se sentir uma idiota, sem ter onde se abrigar. Mesmo assim obrigada, não te perturbo mais, nem mais uma palavra sobre nada. Desejo que realmente encontre um caminho, um abrigo e alguém que te faça feliz.

A partir de agora você será pra mim, lembranças inertes de um passado recente, prevejo suas cores desbotarem da minha memória, as ilusões que eu mesma criei se apagarem com o tempo que nunca tivemos. Só não se apagará por completo por que tenho que me lembrar do quão forte eu sou, para assumir minhas escolhas, minhas palavras, e parecer louca neste mundo cinzento, por decidir me pintar contraditória no mar de coerências. Assumo que me deixei levar demais pelos meus sonhos turbulentos, pelo desejo excessivo de que alguém me amasse, me joguei de cabeça numa piscina de plástico. Não foi perda de tempo, aprendi tanta coisa, realmente tenho de ser mais serena e menos impulsiva, mas não foi desperdício desejar o bem de alguém, mas enfim pus um fim.

Com licença, deixa eu recomeçar porque já sinto as minhas asas livres, minha loucura renovada, e novas experiências a me esperar. Obrigada!

*Título em referência ao livro Ilusões perdidas de Honoré de Balzac.

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