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Ilusões perdidas*

Texto escrito em (25 de fevereiro de 2013 às 08:22:14) (Tirando a poeira dos rascunhos engavetados)

Agradeço-te por me fazer despertar, por eu querer destacar o meu melhor, por eu encontrar o que eu realmente quero para a minha vida. Reencontrei meu eu, redescobri o que eu gosto, pode ser que você nada tem a ver com isso, eu é que achei que fosse, mas agora acabou.

Eu sei que insisti demais, falei demais e agora tudo acabou e foi bom, foi bom passar por tudo isso. Eu sei que foi ilusão minha, sei que foram fantasias, é difícil admitir isso sem se sentir uma idiota, sem ter onde se abrigar. Mesmo assim obrigada, não te perturbo mais, nem mais uma palavra sobre nada. Desejo que realmente encontre um caminho, um abrigo e alguém que te faça feliz.

A partir de agora você será pra mim, lembranças inertes de um passado recente, prevejo suas cores desbotarem da minha memória, as ilusões que eu mesma criei se apagarem com o tempo que nunca tivemos. Só não se apagará por completo por que tenho que me lembrar do quão forte eu sou, para assumir minhas escolhas, minhas palavras, e parecer louca neste mundo cinzento, por decidir me pintar contraditória no mar de coerências. Assumo que me deixei levar demais pelos meus sonhos turbulentos, pelo desejo excessivo de que alguém me amasse, me joguei de cabeça numa piscina de plástico. Não foi perda de tempo, aprendi tanta coisa, realmente tenho de ser mais serena e menos impulsiva, mas não foi desperdício desejar o bem de alguém, mas enfim pus um fim.

Com licença, deixa eu recomeçar porque já sinto as minhas asas livres, minha loucura renovada, e novas experiências a me esperar. Obrigada!

*Título em referência ao livro Ilusões perdidas de Honoré de Balzac.

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Publicado em CONFESSIONÁRIO

Enquanto há vida, o que importa?

Dos sonhos confusos que fazem das noites tormentas. Despertam! Desperta! Acorda! Da queda de onde há vida! Dói! DÓI MUITO! Sinta! Grite! Clama ! Chora! Chore o que for de chorar, a dor que estiver em chamas, a carne viva que inflama. SINTA ! Confusa, confunda, saia desse sonho que te embriaga, escapa desse torpor que te renuncia. VIVA!

O que importa?

O que suporta?

O que comporta?

Desperta a verdade que incomoda, estampa na tua cara o medo que te sufoca, abraça a saudade que não te deixa dormir. Abra os olhos, cante, dançe sobre os teus próprios escombros, a noite fria que te sussurra lamentos uma hora passa. Dê o seus próprios passos, salte, corra.

Abra as janelas, sinta o calor te abraçar, de tudo o que foi, de tudo o que restou, de tudo o que virá! Ainda há vida, ainda pulsa teu peito.

RESPIRA!

RESPIRA FUNDO!

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Ainda somos os mesmos

“Minha alma
Sabe que viver é se entregar
Sabendo que ninguém pode julgar
Se teve que olhar pra trás ou não”

Meu Sol – Vanguart

De vez em quando minha mãe confidencia que meu pai se pergunta se ele fez bem em me fazer sair de casa tão cedo e ele sempre tenta se convencer que foi para o meu bem, pois bem aqui está a minha resposta.

Se não fosse esse primeiro empurrão talvez eu não teria amadurecido tanto e nem feito tudo o que fiz. Todo esse processo foi escolha minha também, claro que doeu bastante, mas estava e ainda está claro que eu precisava ir, descobrir por mim mesma meus caminhos, minhas escolhas e sentir as consequências. Talvez faça parte da construção da minha identidade estar sempre longe de todo mundo que eu amo, mas ao mesmo tempo aprendi que não importa distância, tempo, lugar eu sei que o amor não muda e além disso traz confiança para seguir em frente mais focada no que é realmente importante.

Quando a gente toma distância, conseguimos ver melhor as pessoas que amamos, entendemos alguns vícios que o convívio cega, entendemos melhor nossa própria individualidade e a do outro, mas a distância acaba quando temos a certeza do amor e da confiança que a família dedica pra você.

Hoje eu tenho a idade que meu pai tinha quando eu nasci, e eu sei o quanto seus sonhos foram renunciados para nutrirem o meu, para me educar, todo esforço para que eu seja feliz e a isso sou grata e é por isso que não abdico dos meus sonhos, porque de certa forma são os mesmos que foram nutridos antes de eu nascer, apenas estou continuando a caminhada que esteve em pause, somos todos de certa forma a continuação de toda a história de antes.

Então pai, obrigada por ter feito eu sair de casa tão cedo, essa única escolha que fizemos foi fundamental, para tudo o que conquistamos até hoje. E eu tive o privilégio de conviver diariamente com o Santo Carneiro e a Dona Menina por 5 anos, e foi incrível tudo o que dividi e aprendi com eles, lembranças que não teria se não tivesse ido, valores que não se aprende na zona de conforto, cruzando os mesmos caminhos e com medo dos grandes saltos que temos que dar. Hoje, é mais fácil ser o que sou, andar ou fazer grandes mudanças, porque fui preparada desde cedo a seguir e enfrentar porque distância não é nada e faz a presença muito mais aproveitada.

Feliz Aniversário,

Da filha orgulhosa por ter tido a graça de ter um pai, que respeita e incentiva todas as loucuras. E como o senhor sempre diz sobre sermos andorinhas construindo nossos próprios verões, aqui estou cumprindo o meu destino.

Publicado em CINEMA INDIANO

Kyon na hum tum…

A minha ligação com o cinema indiano, vai além da estética ou da linguagem, é uma ligação bastante emocional.

Os filmes indianos salvaram meu gosto pelo cinema (sério! !!) e muitas vezes me ajudaram quando eu precisei de um apoio psicológico, uma forma de refletir a minha própria vida, além de me ajudar a olhar o Brasil com outra perspectiva, as vivências e enredos dos filmes da Índia são próximas a nossa vida de país de terceiro mundo. Pode parecer exagero de uma fanática por cinema indiano, mas eu no fundo do meu poço, já tinha quase um ano que não via nenhum filme, NENHUM, não escrevia mais nada, não dormia direito, não comia, tudo que fosse de expressão artística eu suprimi em mim, era como se eu não merecesse, era uma punição por eu me sentir mal e triste, então me culpava e me proibia de fazer o que gostava.

Num dia tumultuado, minha irmã me pega pela mão e insiste para que eu assista um filme indiano com ela …e claro que eu torci o nariz… filme indiano!? deve ser terrível, ruim e mal feito. Imaginei:

GOLIMAAAAAAR

//giphy.com/embed/nUsmKbciol8bu

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Naquela altura eu estava fraca demais para questionar, eu só queria fugir daquela dor.

Fui apresentada ao Barfi! (o nome dele é Murphy, mas ele é surdo e acaba falando Barfi, que é um tipo de doce indiano delicioso!) Foi como um dia ensolarado na minha tempestade, o filme se inspirou (plagio no cinema indiano fica pra outra conversa) no cinema mudo e está cheio de referência, além da trilha sonora linda e alegre (Yann Tiersen?). O filme conta a história de um triangulo amoroso, nada de muito extraordinário, mas a leveza do filme era tudo o que eu precisava.  Jhimil é autista e Barfi é surdo, os dois desenvolvem um amor sem exigências, ou expectativas, focado  no cuidado e na felicidade mútua  é importante, sem egoísmo, em pequenos gestos e sendo quem são, sem máscaras e sem ilusões. Espia como que alguém fica triste, com esse amor todo?

Kyon na hum tum
Porque não? você e eu
Chale zindagi ke nashe mein hi dhut sarphire
Intoxicados pela vida, vagando descontrolados
Chal bhatak le na baawre
Venha vamos sair por aí feito loucos!

http://www.bollynook.com/en/lyrics/7264/kyon/?ttc=444pcrcrc

Contrastando com a história anterior, a ligação de Barfi e Shruti é mais física e as pressões sociais fazem Shruti ser presa as normas da sociedade, sem se deixar levar pelas emoções e sem confrontar as expectativas da família em torno dela o que atrapalha o seu relacionamento com o Barfi. Agora olha essa batida meio bossa nova:

Dil pe mera kaabu nahin
 Eu não controlo mais meu coração
Fitrat kabhi iski aisi thi nahin
 Ele nunca foi assim
Tu hi bata iss dil ka main ab kya karoon
Você, me diga, o que eu faço agora com esse coração?

http://www.bollynook.com/sr/lyrics/7263/main-kya-karoon/?ttc=9yyvvty9rc

A partir daí eu fiquei obcecada, claro que de certa forma foi como uma droga, eu usava o cinema indiano, as músicas e as milhares de pesquisa por minuto como forma de fuga. E eu me apeguei a indústria mais escapista do mundo. O indiano por natureza não gosta de encarar a verdade, na realidade, filmes mais realistas não atingem grandes públicos, por isso o apelo em carros voadores, dancinhas, e historias de casamento por amor.

Foram três anos nesse mundo louco de cinema indiano. Com o tempo fui ficando seletiva, crítica, reduzi o vício, mas meu facebook é cheio das noticias de lá, das últimas músicas. E sempre vejo um filme novo. Vou tentar escrever sobre os filmes da índia daqui pra frente, se quiserem dicas de filmes, tenho listas temáticas que se adequam a cada gosto.

Quem quiser assistir Barfi! online segue link:

https://drive.google.com/file/d/1Xn2Na86NbKwPS9zaJ9rPpfV0uOx6H117Eg/view

Só um aviso, vicia, quando você vê já está dançando.

//giphy.com/embed/xTcnT1NyU61Fpk75WU

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Publicado em COISAS DO MUNDO

«mais crente na pólvora do que na lógica»

Anos atrás, meu bisavô por parte de mãe, foi homenageado com o seu nome numa rua, em Águas Formosas – MG. Um historiador estudou a sua genealogia por causa da homenagem.

João da Silva Guimarães, meu bisavô, descendia de Pascoal da Silva Guimarães, sargento mor de Vila Rica. Na época eu com minha ingenuidade achei interessante ter um parente nomeado pela corte portuguesa. Mas em 2014 assisti um documentário sobre a Revolta de Felipe dos Santos e sobre o morro da queimada, também conhecido como morro do Pascoal da Silva, “meu parente”, dono de mais de 300 escravos que trabalhavam nas suas lavras de ouro, sargento mor e precursor de Vila Rica, quando era mascate participou da Revolta dos Emboabas e com o poder do ouro nas mãos, fez parte da Revolta de Felipe dos Santos.(contam alguns historiadores que Pascoal foi o idealizador dos dois movimentos). Ele teve seus bens queimados no Morro da Queimada (por isso o nome) pelo Conde de Assumar, foi enviado para ser julgado em Portugal, mas o ouro é poderoso para livrar sentenças ele não sofreu muitas perdas e ainda moveu um processo contra o Conde de Assumar. Contam seus cronistas que se manteve em Vila Rica pois era «mais crente na pólvora do que na lógica». Então imagina – se que tenha matado muita gente.

“A imaginação histórica reconstituirá, por certo, […] o cenário onde se localizou um fato econômico, seguido de uma tragédia política. Mas esta será apenas ponto de partida para a imaginação literária, de pungente meditação sobre a poesia das ruínas. Descanse o leitor: nós não a faremos. Passei apenas alguns momentos por esses ermos frios, de uma tristeza severa. Aqui as ruínas dominam as formas compostas do que lá embaixo, no seu sinuoso, é a cidade. Galgam a escarpa, vão infatigavelmente à procura do céu, e adquirem uma espécie de monumentalidade negra, comburida, que nos oprime. Não têm a doçura um pouco vaporosa das ruínas românticas, de que o começo do século XIX impregnou a visão de velhos jardins, com suas colunas a beira-lago. São ásperas, cruéis, e se não vem seguramente daquele dia de julho de 1720, em que a soldadesca de Conde de Assumar ateou fogo no arraial de Ouro Podre, pois Diogo de Vasconcelos alude a um arraial ali construído posteriormente e que por sua vez se converteu nesses escombros, não são por isso menos acerbas.  Alguma coisa selvagem, própria da natureza, se incorporou aos pedaços de paredes, muros e corredores de pedra, remanescentes de técnicas primitivas de mineração, e que se estendem por um espaço não suspeitado a primeira vista. Sucessivas plataformas e dobras do morro ostentam restos de construções, aparentemente sem outro qualquer vestígio de presença humana. Em vão o olhar procura descobrir um desses humildes objetos que assinalam a vida de todos os dias, mediadores entre o homem e a natureza.”

Carlos Drummond de Andrade. Passeios na ilha. Rio de Janeiro, José Olympio, 1975.

Passei três dias lendo sobre Pascoal da Silva Guimarães , enchi o celular de teses e dissertações sobre a sua vida, e dada certa altura, lendo que seu filho, João da Silva Guimarães, homônimo de  meu bisavô, foi um bandeirante sertanista que percorreu o sertão baiano e mineiro e foi o maior “conquistador” de índios, recebeu honrarias por esse feito, veio na minha cabeça a imagem dos índios maxacalis dormindo no coreto da praça em Águas Formosas, eles vivem precariamente, muitos são alcoólatras e são mal vistos em todas as cidades do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Mucuri.

“chegaram aqui 50 gentios bárbaros da conquista do mestre-de-campo João da Silva Guimarães e é prodígio de Deus ver a ânsia com que estes paganismo pede batismo entre eles vinha uma criança de três para quatro anos branquíssima feições miúdas cabelo louro e olhos azuis esta com mais de quatro pouco mais ou menos da mesma idade são de outra nação chamada Catajós [sic] […] dão a notícia de que há outra nação que não tem palmas de mãos e que por todo o corpo tem cabelos como na cabeça e o couro duríssimo, em termos que a maior parte as flechas lhe não fazem dano[…].” 3

APM. SC 61. Registro de cartas do governador ao Vice-rei, a Gomes Freire e a diversas autoridades, destas ao governador e instruções. 1737. p. 113-114. Documento deteriorado não constando o final da correspondência. in PEREIRA, 2007

Tentei me convencer que podia ser engano e eles não eram meus parentes, tentei pixar da minha genealogia aqueles bandeirantes, matadores de indios e cheio de escravos, mas ele se estabeleceu na mesma região do meu bisavô em Araçuaí no vale do Jequitinhonha, então não é mera coincidência ter o mesmo nome. A minha curiosidade foi maior, quis ter certeza se eles realmente poderiam ser meus parentes, não dá para saber com certeza, é claro que preciso de mais pesquisa para saber o que realmente aconteceu.

João da Silva Guimarães, filho de Pascoal da Silva Guimarães, ‘emboaba’ orgulhoso e rebelde, […] com um magote de companheiros irrompera para o norte de Minas Gerais, indo rasgar os primeiros rumos na direção do rio das Contas, do rio Pardo, das cabeceiras do Paraguaçu e das serras brancas que lhe dominam o curso tortuoso (CALMON, 1951:21 e 22) in PEREIRA, 2007.

http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Isnara%20Pereira%20Ivo.pdf.

 

Sendo ou não sendo, o que eu, enquanto ser humano vivente, nesse período da história posso fazer? Depois de toda a injustiça que até hoje continua, que os índios continuam sendo perseguidos para serem catequizados para serem conquistados e expulsos de suas terras, além do racismo contra os negros que continua forte, pelos acontecimentos passados a gente não pode fazer nada , só nos informar e entender o que aconteceu. Mas nessa desordem e retrocesso que a gente está vivendo precisamos tomar partido, precisamos nos juntar pra mudar a realidade, tentar transformar essas injustiças que vem desde as bandeiras, agora é a hora de agir, se revoltar, construir novos valores. #foratemer

E como diz o poema da Elisa Lucinda: “A gente não pode mudar o começo, mas se a gente quiser pode mudar o final.”

Publicado em A ARTE AINDA PULSA

“Se Deus te deu o dom, se cresce não mano… É que cê ta devendo por três”

Em tempos distópicos, persistir nos sonhos utópicos é uma forma de resistência, firmar a vida na resiliência é ter fé de que podemos ir além. Acreditar, seguir, mas quantas vezes perseguir e ter que lutar contra a injustiça que reina e ainda ser negado o direito à arte, a cultura, a história ou a nossa própria dignidade.  E não é violência sermos privados de nossa identidade?

Porque dia após dia, a alma e sua intrínseca expressão são sufocadas em ônibus lotados?

Almas que em calçadas frias tentam sobreviver de migalhas?

Como pensar em Stanislavsky se a fome lancinante corrói o juízo?

Como pensar em uma obra de Picasso se não se tem nem casa?

Como se pensar em cinema, se a onda do crack já é mais que ficção científica?

Mas como que além do básico ainda se nega a expressão da alma?

Como que além da falta de hospitais, de escolas decentes ainda falta a chance de perceber que a vida não é só trabalhar, se humilhar ou padecer da falta de compaixão?

“A cidade sem cor
Solidão, solidão
Nas esquinas da dor na cidade sem cor
Se você vacilar vão te atropelar”

Cidade sem cor – Inquérito

Porque ainda negam a nossa expressão? A voz que grita no peito por mais vida!

Sem planos, abri as portas e saí, absorvendo o que os caminhos diziam, em meio a edifícios fechados, mendigos que se agasalhavam do vento frio da rua, grandes filas na espera de um ônibus, viciados a pedir moedas.

Entro numa rua de casas históricas, o som que vem de dentro de um dos edifícios me chama atenção. Ele com todas as portas abertas convida os passantes a entrarem.  Adentro, e todo o edifício é um grande salão de dança e nele as pessoas dançam, seus corpos fluem no salão ao som de tango como se tudo ao redor não existisse. Todos que dançam parecem tão concentrados ali em seus passos, seus corpos, no momento presente.

E eu no canto, vejo na rua um carroceiro buscando do lixo o que viver, passa apressado. Olha rápido, curioso, continua seu caminho. Ele não tem tempo e nem lhe foi dito que dançar ali também é um direito seu.

“Não tem como ser diferente
Porque arte é arte, dor é alegria presente
O homem é um animal que está sempre em conflito com a mente
E pra quem é muito louco até o ardor do sol surpreende
Pra falar do que sinto cantei
Cantei me expus e até me emocionei
Um microfone, um palco num momento de lucidez
Se deus te deu o dom se cresce não mano…(hahaha)
É que cê tá devendo por três. ”

 Até me emocionei – Criolo

Vocabulário:

Distopia: Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia.

 Intrínseca: 1. Que se encontra na essência ou na natureza de algo ou alguém. = ÍNTIMO 2. Que é inerente ou essencial a alguém ou algo. 3. Que é real e não depende de uma convenção (falando do valor de uma coisa sem atender à sua estimação ou circunstâncias).

Lancinante: 1. Que se faz sentir por picadas ou golpes internos. = PUNGENTE.  2.Figurado] Que excrucia ou causa muita aflição (ex.: dor lancinante; tristeza lancinante). = AFLITIVO, CRUCIANTE, EXCRUCIANTE.
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/

Publicado em COLABORADORES

Nos teus olhos se escondem meus mistérios…

Precisamos falar dos devaneios de Kevin. Inaugurando a seção de colaboradores, ele que pintou os cabelos de roxo e agora as cores contaminaram a sua alma…

“Eu aqui… exausto de promessas vazias, vou caçar meu recanto e procurar por cores e vida. Procurar ao meu redor, tirar o véu que me cega e não me deixa apreciar o maior dom que possuo: A vida.

Vejo cinza no céu, nas casas, sentimentos nem claros nem escuros.

Percebo o azul= me parece uma paz. Vejo uma criança a dormir.

Sinto o verde e o percebo brilhar = me parece que é a essência da vida, bela e pulsante.

Tantas cores, tantas emoções, há algo estranho mas não me parece ter cor.

Algo que não brilha… Seria o preto?… não … não … não.

O preto me parece ter vida ou pelo menos ainda vibra dentro de minha alma.

Então, percebo que neste mundo de cores o vermelho paixão me parece estar em falta…

Uma descoberta simples…

Libertadora e acolhedora, como em algumas doenças, não estão no excesso, mas eu que não enxergava o que faltava…

 

Kevin Marques é estudante de educação física na UFPI, e é apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, que ama além da conta.