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Você tem medo de quê?

O medo sempre nos paralisa, e eu tenho tanto medo de ter medo, e por passar tanto tempo me escondendo, tanto tempo ficando calada por aquilo que sentia, que hoje já não consigo guardar o que sinto, tenho que escrever, falar, demonstrar, não suporto guarda-lo só pra mim. Às vezes, é meio egoísta da minha parte, muitas pessoas não sabem lidar com os próprios sentimentos, como obriga-las a lidar com os meus? Mas aí aparece o medo de novo, eu tenho medo de não existir outra oportunidade, de não haver outra chance, e ter que segurar todo aquele sentimento em mim como sempre fiz. Por passar por tantas mudanças, eu sempre acredito que amanhã tudo pode ser diferente, tudo pode mudar, e que não vai haver outra chance.

Miedo

Todo mundo, me aconselha a ter paciência, me dizem para dar tempo ao tempo, ser menos ansiosa, ficar calma, esperar, mas não é por falta de vontade que já não fiz isso, tenho consciência que essa pressa me atrapalha, por mais racional que eu às vezes acredite que seja, meus impulsos me jogam contra os fatos. Ter medo é normal, nos salva de muitas coisas, mas quando nos paralisa e deixa sem ação atrapalha, já entrei em crise por causa disso, cogitei seriamente uma ida ao psicólogo, cheguei a um ponto de não conseguir sair de casa. E tudo isso em silêncio, sem dizer nada pra ninguém e acreditem é a pior coisa que há. É como carregar o peso do mundo nas costas, até que percebi que é um sofrimento desnecessário, que nunca evoluiria ficando assim, angustiada, petrificada, calada…

Eu tinha medo de demostrar fraqueza, de parecer tola por medos tão pequenos ou de que alguém me machucasse por saber meus pontos fracos. Mas só caímos num abismo sentimental, quando nos deixamos cair, quando não compreendemos o que sentimos ou quando escondemos inclusive de nós mesmos o que dói, o que deixa feliz ou o que nos causa angústia e isso por medo de ser fraco demais, tolo demais, ou muito sentimental. Acredito que seja assim mesmo, ficar confuso, com medo, sem saber aonde ir, é a vida, vamos crescendo devagar, sem manual, sem certeza de nada, vendo o tempo passar incerto pelos dias a fora. Não guardo mais o que sinto, digo logo, exponho, eu não espero retorno e nem que sejam correspondidos, já fico feliz por sentir, por tentar compreendê-los e por conseguir expor pra alguém. Já sofri demais sem saber o que sentia e sem deixar que soubessem.

Sou nova demais, nada sei da vida, mas acho que tudo deve ser sereno, e os dias devem correr tranquilos e mansos. Sei que há realmente tempo pra tudo, tenho a mania de querer respostas, de querer saber de tudo, de não deixar o tempo passar. Sufoco-me com minha pressa, com o medo de que amanhã tudo vai mudar, não dou espaço para dar um passo de cada vez. Uma hora eu paro de ter tanta urgência, de ter tanta certeza, mas por enquanto vou me levantando dos meus tropeços, me despindo desses medos, e do silêncio mortal dos meus sentimentos. Eu cansei de ter medo, não do medo normal, mas o que me travava e não me deixava falar o que eu sinto, por isso digo logo e  é tão libertador tirar todo esse peso das costas.

Sempre pensamos que controlamos nossas vidas, que somos os donos do nosso caminho, aí basta alguma ilusão nos encher de expectativas, que acreditamos que controlamos tudo o que acontece, e a verdade é que não controlamos nem nossos impulsos, o que dirá um caminho inteiro. Não há como controlar o que nos acontece, o que podemos fazer é saber como se portar diante das circunstâncias. Vão nos atormentar, nos julgar, ou nos difamar, e não importa o que nos fazem, mas como reagimos a tudo isso e se seremos as vítimas das circunstâncias ou comandantes do nosso próprio caminho. Se os fatos externos vão nos derrubar ou nos fortalecer é a gente que escolhe. É como enfrentar uma tempestade, não se pode impedi-la de acontecer, mas podemos reforçar o barco para enfrenta-la, e tentar se manter vivo.

Um dia se aprende, mas é devagar e com o passar do tempo, não tem jeito.

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A saudade já não dói, me faz sorrir!

Lendo os textos antigos desse blog, percebi que dor e saudade são recorrentes e ainda latentes me afetam, mas constatei que algo só dói quando permitimos, quando nos prendemos às lembranças e ficamos por lá.

Resolvi mudar minha postura diante da saudade, resolvi parar de pensar nela como punição ou prisão, agora a vejo com carinho, prefiro lembrar as pessoas e situações com alegria, por ter vivido momentos tão bons de recordar. Ninguém sente saudade daquilo que fez mal, nem dos momentos ruins, a saudade é alegre, é por coisas boas e é por pessoas que amamos, não há motivo para dores ou lamentações.

Devemos construir a vida vendo as coisas boas que nos chegam e guardar os causos do cotidiano para o próximo reencontro, matar a saudade com novidades boas pra contar e compartilhar as alegrias celebrando os velhos tempos, reafirmando as amizades e consolidando o amor que consegue se manter firme mesmo que distante.

Hoje, a saudade já não dói, ela me lembra nos momentos de fraqueza os motivos que tenho para sorrir, ela mostra que há sempre a opção de recomeçar.

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This is my time….this is my tear….

Eu nunca pensei que seria fácil, sempre soube que como todos os pássaros, um dia temos que voar para longe do ninho.

Sempre me julguei forte o bastante para subjulgar o poder da saudade,

mas não posso privar meus prantos de tal verdade.

A dor que em meu peito rompe, grita em mim a verdade,

que como uma chama,

queima meu coração e solidifica minha alma

e que no amanhecer de cada dia

me fortaleço para suportar todas as intemperanças do cotidiano.

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mourir pour l’amour

Depois de vários dias sem dar as caras, resolvi falar algo sobre esses acontecimentos recentes. Que me fazem pensar que o mundo ta cada vez mais distante do amor. Percebo que ultimamente os crimes passionais estão cada vez mais violentos e crueis, talvez sejam fruto desses relacionamentos efêmeros, irracionais e fúteis e que aumentam minha fobia de relacionamentos amorosos, eu posso até estar exagerando. Mas eu realmente tenho medo de morrer por amor por causa de um momento de insanidade, desnecessário.

O amor está cada vez mais banalizado, esquecido, confundido não há mais o amor de Romeu e Julieta, repetido várias vezes no cinema enganando a todos, pode ser que eu esteja pessimista, vendo só o lado ruim das coisas ou que esteja assistindo muito noticiário, mas se talvez houvesse mais verdade, lealdade e se os relacionamentos não fossem baseados em interesses secundários quem sabe eu não acreditasse no amor . Agora uma coisa eu tenho certeza não morrerei de amor por ninguem e não quero que niguem morra por mim, porque viver de amor e por amor é muito melhor e mais saudável.

 Espero que um dia eu perceba que estou errada e que há muito amor no mundo, suficiente para superar os sofrimentos da existência humana.

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O que te prende, o que te paraliza?

[Eu ando a muito tempo pensando o que me prende, o que me paraliza, o que me faz cruzar a divisa…( tá chega de poesia!!). É essas musicas do Lenine que me desestabilizam!!!]

Diante dessa pergunta eu paralizo… eu realmente não sei o que me prende, eu queria me prender a uma causa, a uma discussão , queria não ter medo de aceitar minha opinião, queria amar alguém sem medida, mas às vezes tudo se apresenta sem explicação parecendo tão distante…. Eu queria lutar com essa minha preguiça que de fato me paraliza, fazer mais coisas produtivas, aproveitar meu dia ao máximo, fazendo as coisa que mais gosto, eu queria desenhar mais, tocar violão de vez em quando, escrever meus poemas, pois sei que é isso que me prende. Eu queria cruzar a divisa do inexplicavel, escrever com mais clareza, dizer tudo o que sinto… desabafar.

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Recomeço

Queria começar pelo recomeço e não ter que me esconder atrás de versos incoerentes, queria desconstruir meu mundo tresloucado em frases perfeitas, bem colocadas em seu lugar de destaque, decifradas por uma linguagem própria. Talvez nada faça sentido agora, mas quem sabe um dia, nos acasos dos dias se revele a verdade oculta que se esconde solitária em minh’alma aflita…..