Publicado em FILOSOFANDO

No labirinto de Escher

Às vezes padecemos na nossa própria loucura, deixamos que ilusões doentias tomem conta da nossa razão. Percebemos nossa humanidade errando, reencontrando nossa fragilidade em dias confusos e pertubadores, quando a sanidade mostra sua face insana. E Mesmo quando a vergonha, nos humilha e a culpa nos corrói,  somos obrigados a continuar, a pagar o preço pelos nossos equívocos. Temos que mostrar nossa face nua, humana e cheia de contradições, não adianta se esconder, não adianta fugir, nossos fantasmas nos perseguem.

A nossa mente se contamina com seus próprios venenos, ela nos corrompe, nos trapaceia. Mostra verdades inexistentes, constroí castelos de ar e cria realidades alternativas. Somos conduzidos por ela a escuros labirintos solitários cheios de angustias, medo e dor. A dor de vencer seus próprios monstros, é a mais pesada, mais pertubadora e constante.

Parecemos estar presos numa obra de Escher, onde nada é o que parece ser, não há caminhos certos ou errados é só a ilusão que reina e o impossivel que se apresenta como uma possibilidade controversa, onde nossos sentidos são enganados e os nossos olhos cegos.

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